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Araçatuba faz ação de combate ao mosquito da leishmaniose
Este ano foram confirmados sete casos em humanos, com três mortes
O Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba está realizando uma ação de combate à leishmaniose nos bairros da zona leste do município. A região foi escolhida porque concentra a maior quantidade de cães diagnosticados com a doença. Além disso, as três pessoas que morreram por leishmaniose em 2019 moravam nos bairros que fazem parte da zona leste.
As equipes estão visitando as casas para orientar os moradores sobre a importância da execução de limpeza completa nos quintais para evitar a proliferação do mosquito palha, que se reproduz em materiais em decomposição, como folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira.
A leishmaniose é causada por um protozoário, transmitido pelo mosquito palha que, ao picar um cachorro infectado e depois o humano, causa febre alta, fraqueza, emagrecimento e, em casos mais graves, pode levar ao óbito.
Os cães infectados podem apresentar fraqueza, sonolência, emagrecimento, feridas na pele, principalmente no focinho, perda de pelos, crescimento anormal das unhas, dentre outros sintomas.
O período de incubação da doença em seres humanos e nos cães é de dois meses a sete anos, portanto, os sintomas podem aparecer após esse período.
De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses, além das três óbitos, sete casos positivos da doença foram confirmados em humanos neste ano. A primeira foi a de uma mulher, de 38 anos, moradora do bairro Umuarama, que não resistiu à doença e morreu no mês de fevereiro. A segunda morte ocorreu no dia 22 de maio. A vítima é um homem de 74 anos, que morava no bairro Hilda Mandarino.
E no dia 1º de julho, a doença fez a terceira vítima. Um homem de 49 anos, que estava internado na Santa Casa, não resistiu e morreu. Ele também morava no bairro Hilda Mandarino.
O mosquito palha se reproduz em materiais em decomposição, como folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira, que são encontrados, em sua maioria e por descuido dos próprios moradores, nos quintais das residências. Ele costuma picar nas primeiras horas do dia ou do entardecer.

Notícia Postada em 30/11/2019 às 10:14:49 por: Jornalismo Rádio Regência FM






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